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terça-feira, 23 de agosto de 2011

A BASTILHA - SAIBA UM DETALHE DE HISTÓRIA MUNDIAL

              A Bastilha foi mandada construir por Carlos V como portão fortificado das muralhas de Paris, em meados do século XIV.O início da construção foi o dia 22 de abril de 1370. No início, o seu propósito era defender Paris de ataque dos ingleses - na altura, as hostilidades entre as duas nações estavam em alta. No século XVII, contudo, o portão foi transformado em fortaleza militar e prisão, utilizada pela nobreza e monarquia francesas para manter detidos prisioneiros e criminosos políticos. O primeiro a usar a Bastilha como prisão estatal foi o cardeal Richelieu.

               Alojando sempre uma média de 40 inimigos do Estado, a prisão tornou-se um símbolo da autoridade e fascismo do Estado, nastando uma lettre de cachet (mandado de captura direto e incontestável) assinada pelo rei para internar os prisioneiros. Durante o reinado Luís XIV, a Bastilha funcionou também como local de detenção judicial, no qual o lieutenant de police podia deter os prisioneiros. Servia ainda para depósito e armazenamento de livros e panfletos proibidos (normalmente políticos ou religiosos) considerados indesejáveis.

                A estrutura da Bastilha baseava-se nas oito torres de 30m de altura, todas ligadas por muralhas de pedra reforçadas. Com 3m de espessura na base, as muralhas eram rodeadas por um fosso de 24m de largura - que, por sua vez, estava cercado por uma série de pequenos muros e estruturas fortificados.

                A posição e forma circular das torres não só aumentava a resistência da Bastilha como dava aos soldados uma vista de 360º, emglobando os pátios interiores e os territórios em volta do edifício. Com as torres ligadas era também mais fácil para os soldados passar de uma torre à outra sem terem de descer primeiro ao rés-de-chão.

               O interior da Bastilha incluía dois pátios principais, "escritórios", aposentos de oficiais de menor patente, câmara de interrogatório, armazéns de armamento, masmorras, celas, residências de carcereiros, uma cozinha e uma pequena capela.

               As celas diferiam bastante : havia desde celas escuras e húmidas nas masmorras, habitadas por ratazanas, até aposentos espaçosos, com fogões, cadeiras e camas, passando por quartos apertados e frios nas torres, onde mover-se era quase impossível.

               O tipo de cela atribuída dependia da classe social do prisioneiro (a nobreza tinha direito a aposentos melhores e até visitas do exterior), bem como da riqueza que possuísse e ainda do crime cometido.

               As execuções na Bastilha eram levadas a cabo sobretudo de três formas : enforcamento, decapitação com machado ou morte na fogueira. Os nobres eram os únicos prisioneiros com direito de escolha, podendo optar pela decapitação, que era vista como a forma correta de execução pela aristocracia. Curiosamente, devido ao grande interesse e comparência do público nas decapitações, estas nunca eram agendadas para dias em que houvesse estréias nos teatros.

              No geral, a Bastilha oferecia um nível de conforto muito superior ao de outras prisões da altura, mas por deter vários ativistas políticos e inimigos do Estado, tornou-se símbolo do regime decadente e fascista da monarquia.

              Tudo culminou no dia 14 de julho de 1789, com os revolucionários a pedirem ao governador da Bastilha, Bernard Rene Jourdan, que cedesse as armas lá guardadas, para ajudar à sua causa. Jourdan mostrou-se evasivo ; irados por estas ações aparentemente pró-monárquicas, os revolucionários tomaram de assalto a Bastilha.
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