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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A REDESCOBERTA DO MENDELISMO

Texto traduzido e adaptado do artigo "Science as a way of knowing – Genetics", de John A.Moore, publicado na revista American Zoologist, vol.26, 1986.
 
A Genética Moderna teve início em 1900, quando a modesta, incompreendida e quase esquecida publicação de um monge agostiniano, então falecido, tornou-se um dos trabalhos mais amplamente conhecidos pela comunidade científica.

Os cientistas Hugo de Vries e Carl Correns são considerados os primeiros a terem entendido a importância do trabalho de Mendel. Um terceiro cientista, Erick Tschermak, é, com freqüência, incluído entre os redescobridores de Mendel , mas Stern e Sherwood, em um trabalho publicado em 1966, acham que ele não merece esse crédito.

Hugo de Vries realizou, durante a última década do século XIX, inúmeras experiências de cruzamento entre "espécies" e variedades de plantas. Naquela época, o termo "espécie" era, às vezes, aplicado a diferentes tipos de planta doméstica que hoje consideramos de mesma espécie, mas que diferem entre si por um ou mais alelos de grandes efeitos fenotípicos.

Ao estudar caracteres contrastantes, De Vries notou que apenas um deles se expressa no híbrido (isto é, em F¹). Ele também sugeriu que, quando o pólen e os óvulos são formados, "os dois caracteres contrastantes se separam, seguindo leis simples de probabilidade".

A história de como Hugo de Vries tomou conhecimento da publicação de Mendel é interessante. Ele descobriu o trabalho por um desses extraordinários acidentes, que parecem ser de grande importância na descoberta científica. Um cientista holandês, seu amigo, o Professor Beyerinck, soube que De Vries havia feito trabalhos de hibridização em plantas e escreveu perguntando se ele teria interesse em uma antiga publicação a respeito do assunto. Era justamente o trabalho de Mendel. A carta e uma cópia do trabalho chegaram às mãos de Hugo De Vries em 1900, quando este preparava os resultados de seus próprios experimentos para publicação. Surpreso, Hugo De Vries ficou sabendo que sua descoberta não era nova, mas apenas confirmava um trabalho mais amplo, realizado alguns anos antes por Mendel.

A história de Correns é igualmente interessante. Ele também havia realizado experimentos genéticos com plantas, e estava tentando desenvolver uma hipótese que explicasse os resultados obtidos. No outono de 1899 encontrou a solução, segundo ele, em um momento de inspiração. Pouco tempo depois, Correns encontrou uma referência sobre o trabalho de Mendel. Ao publicar seus resultados, Correns observou que eles confirmavam os resultados obtidos por Mendel.

A publicação feita por Mendel é a transcrição de suas conferências, ministradas na Sociedade de História Natural de Brünn, em 1865. Os dados completos de seus experimentos nunca foram publicados, mas a parte incluída nas conferências, juntamente com sua extraordinária análise dos dados, coloca a singela publicação de Mendel no mesmo nível que o livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin.
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